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Comunidade no centro do jogo: como o Red Bull Bragantino construiu sua estratégia de relacionamento com Bragança Paulista

Mais de 1.500 organizações pesquisadas e 70 clusters catalogados em percursos urbanos, periféricos e rurais de Bragança Paulista.

O território,
em números.

Diagnóstico territorial e escuta ativa em Bragança Paulista.

1.500+organizações pesquisadas no mapeamento inicial do território
70+clusters catalogados por território, público, eixo temático e potencial de ativação
3ativações prioritárias desenhadas para o primeiro trimestre de 2026
200+famílias representadas pelas organizações escutadas
1.300+crianças mobilizadas nas ativações com o clube
11embaixadores comunitários na rede criada com o clube

A gente começou a planejar ativações in loco, levando o clube até eles, e não esperando só que o clube fosse um destino para esse pessoal. E está funcionando super bem.

André Rocha CEO do Red Bull Bragantino

Resumo

O Red Bull Bragantino queria entender que papel o clube pode exercer na cidade onde joga. O Studio FH conduziu um diagnóstico territorial completo de Bragança Paulista, com pesquisa de mais de 1.500 organizações, análise e descrição de mais de 70 clusters socioculturais e duas rodadas de escuta ativa presencial com lideranças comunitárias, coletivos culturais, escolas e órgãos públicos.

A entrega central foi a Biblioteca de Clusters, um ativo classificado em três níveis de profundidade que passa a orientar onde o clube atua, com quem articula e em que ordem. A partir dela, desenhamos as recomendações de ativação para 2026 e a estrutura de relacionamento contínuo com o território.

Os desafios

  • Alta visibilidade, baixa penetração

    A marca é forte na região central e pouco presente nas zonas periféricas e rurais, justamente onde o futebol é vivido como cotidiano afetivo.

  • Barreiras concretas até o estádio

    Transporte público insuficiente nos fins de semana, custo de ingresso e distância simbólica entre o clube e as famílias que moram longe do estádio.

  • Uma cultura que ninguém tinha catalogado

    A leitura recorrente no centro era a de que a cidade não tem cultura. O que encontramos foi um conjunto de coletivos ativos, do café à cerâmica, operando isolados e sem narrativa comum.

  • Leitura que vira critério de decisão

    Sem um critério, cada ativação recomeça do zero: nova busca por parceiros, nova negociação de acesso, nova exposição a risco reputacional em ações desconectadas do lugar onde acontecem.

“O futebol aparece como o único símbolo compartilhado entre esses dois mundos.”

Como o Studio FH apoiou

Começamos pela pesquisa de mapeamento inicial, com mais de 1.500 organizações levantadas em Bragança e região de influência. Desse universo, analisamos e descrevemos mais de 70 clusters, classificados por território, perfil de público, eixo temático e potencial de ativação. Definidos os critérios, fomos a campo:

  1. Mapeamento inicial do territórioMais de 1.500 organizações levantadas em Bragança Paulista e região de influência.
  2. Biblioteca de ClustersMais de 70 clusters analisados e classificados por território, perfil de público, eixo temático e potencial de ativação.
  3. Escuta ativa em campoDuas visitas a bairros periféricos, zona rural e centro, com escuta de organizações sociais e comunitárias, coletivos culturais e atores institucionais estratégicos, entre eles a Secretaria de Assistência Social e a Escola Viverde. Observamos práticas culturais, mobilidade, acesso e consumo local.
  4. Cruzamento com os ODS do municípioO que ouvimos foi cruzado com os indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de Bragança, priorizando os eixos em que o território aparece mais frágil.
  5. Priorização e árvore de problemasClusters priorizados por potencial de impacto, aderência cultural e viabilidade de execução; árvore de problemas separando sintoma, problema e causa.
  6. Ativações para 2026Três ativações recomendadas para o primeiro trimestre, cada uma vinculada a uma dor identificada em campo.

O clube sustentou o projeto com decisão estratégica sobre a profundidade de atuação, articulação institucional com prefeitura, secretarias e escolas públicas, recursos para as ativações e mobilização da própria estrutura interna para dar legitimidade às ações. A escolha de investir em diagnóstico antes de investir em volume de eventos foi do Red Bull Bragantino, e é ela que sustenta tudo o que veio depois.

Os resultados

  • Biblioteca de Clusters entregue com mais de 70 registros em três níveis (identificação e localização, perfil e potencial de conexão, profundidade estratégica) e mapa geográfico da curadoria.
  • Um instrumento próprio do clube para planejar ativações, reduzir o tempo de articulação local e decidir com menor exposição reputacional.
  • Relatório consolidado de análise territorial, ranking de clusters por prioridade e diretrizes do plano de engajamento comunitário para 2026.
  • Três ativações datadas e vinculadas a públicos definidos. No ciclo executado com o clube, saíram do papel o carnaval infantil comunitário, a Páscoa (que entrou no lugar da volta às aulas na rede pública) e o encontro do Mês da Mulher.
  • Ativações com o clube que mobilizaram mais de 1.300 crianças, e um encontro de Dia Internacional da Mulher com lideranças de organizações locais.
  • Uma política de continuidade formulada a partir do que as lideranças pediram em campo: o programa de embaixadores comunitários.

A comparação entre os dois formatos, as ações de Carnaval e Páscoa e o encontro do Dia da Mulher, organizou a lógica do ciclo seguinte: ativações ancoradas em uma dor territorial, com liderança local envolvida desde o desenho, sustentam vínculo depois do evento.

Da escuta à Rede de Embaixadores

O programa de embaixadores saiu do papel: 11 lideranças e representantes de organizações sociais de Bragança Paulista formam hoje uma rede que conecta o clube às comunidades do município. O primeiro encontro aconteceu em 29 de agosto, no Nabizão, para apresentar a proposta, compartilhar o diagnóstico das demandas sociais e ouvir quem vive essas questões no dia a dia. Um dos desafios colocados pelo clube: ampliar a presença de moradores da periferia e da zona rural nas arquibancadas.

“Ninguém conhece melhor as necessidades e as potencialidades de uma comunidade do que quem está presente nela todos os dias.” — Pedro Eliert, fundador da Freehelper, à ESG Inside

Na prática

Três frentes que mostram como a leitura do território virou ação.

Escuta qualificada

ONG Rendar Bragança Paulista

A dor
Organizações que trabalham com mulheres em Bragança operam com pouca visibilidade e sem canal direto com as instituições de maior presença na cidade.
A ação
Estruturamos e mediamos um encontro no Dia Internacional da Mulher que reuniu lideranças de organizações locais para apresentarem seus projetos e suas atuações no município, com participação do clube.
O impacto
Relações estabelecidas com as lideranças da pauta de gênero no território e base para o eixo Elas Jogam, ativação de Mês da Mulher recomendada para março de 2026 com atletas do time feminino.
Diagnóstico de território

Crianças das zonas periféricas e rurais Bragança Paulista

A dor
A leitura dos clusters mostrou uma percepção comum: falta de atividades de lazer e entretenimento estruturadas para crianças que vivem nas regiões mais afastadas da cidade, em um município com praças e campinhos públicos subutilizados.
A ação
A partir das escutas com escolas, organizações e coletivos, mapeamos onde essa lacuna é mais forte e desenhamos ativações para levar o clube até esses territórios, em vez de esperar que as famílias cheguem ao estádio.
O impacto
Ativações planejadas para o segundo semestre de 2026, direcionadas às crianças das zonas periféricas e rurais e ancoradas em uma dor identificada em campo.
Fortalecimento institucional

Organizações sociais Bragança Paulista

A dor
As escutas mostraram que a maioria das instituições visitadas não tinha conhecimento técnico sobre leis de incentivo e sobre como usá-las para viabilizar projetos.
A ação
O Studio FH estruturou e viabilizou uma oficina online em três módulos: introdução às leis de incentivo, escrita de projetos para a Lei Rouanet e correlatas, e estratégias de captação junto a empresas.
O impacto
Organizações do território com repertório para captar recursos por conta própria, ampliando a autonomia financeira da rede que o clube passa a acionar.

Na mídia

Print da matéria da ESG Inside sobre a Rede de Embaixadores do Red Bull Bragantino ESG Inside · 10 de setembro de 2026 Freehelper e Red Bull Bragantino criam Rede de Embaixadores voluntários para fortalecer conexão com comunidades de Bragança Paulista A rede reúne 11 lideranças e representantes de organizações sociais que atuam como ponte entre o clube e as comunidades do município. Ler matéria completa ↗

Conclusão

O Red Bull Bragantino escolheu entender o território antes de ocupar o calendário com eventos. Com mais de 1.500 organizações pesquisadas, 70 clusters catalogados e escuta presencial em bairros periféricos, zona rural e centro, o clube passou a ter um critério próprio para decidir onde atua, com quem articula e em que ordem.

Dessa base saíram ativações que reuniram mais de 1.300 crianças, relações com lideranças que antes não tinham canal com o clube e uma Rede de Embaixadores que mantém a escuta viva entre um evento e outro.

O Studio FH é o estúdio de impacto social da FreeHelper, responsável pela arquitetura e operação de programas corporativos de impacto.

Quer entender o território
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Vamos desenhar um diagnóstico territorial e uma estratégia de relacionamento com comunidades alinhados aos seus objetivos.